O presidente do Peru, Pedro Castillo, fez um pronunciamento a nação na tarde desta quarta-feira (7) afirmando que iria dissolver o Congresso Nacional e instituir um "governo de exceção". Jornais peruanos chamaram o ato de uma tentativa de golpe de estado.
O pronunciamento ocorreu horas antes de Castillo enfrentar uma terceira tentativa de impeachment por parlamentares da oposição em 16 meses.
No dia primeiro de dezembro, o Congresso do país aprovou a discussão de impeachment de Castillo, por "incapacidade moral" para exercer o cargo. Essa acusação já provocou a queda de dois ex-presidentes desde 2018.
A iniciativa foi aprovada por 73 votos a favor. Estava marcada para hoje a votação para aprovar ou arquivar o pedido de impeachment contra Castillo.
Segundo a Constituição do Peru, para afastar um presidente são necessários 87 votos, mas a oposição dispõe de apenas 80 congressistas. O restante, os outros 50 parlamentares, são governistas ou próximos ao governo.
O Congresso peruano enfrenta alta impopularidade por conta de escândalos de corrupção. A reprovação do parlamento chega a 86% nas pesquisas. Castillo, por sua vez, é rejeitado por 70% dos peruanos e também enfrenta acusações de corrupção envolvendo até mesmo seus familiares e políticos aliados.
Até mesmo a vice-presidente do país, Dina Boluarte, enfrentou um pedido de impeachment recentemente, mas uma comissão do Congresso arquivou, nesta segunda-feira (5), a denúncia por uma suposta infração constitucional por falta de evidências.
Foto: Reprodução
Fonte: Com informações da CNN
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