O Manaus Airport, administrado pela Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, integrante da rede VINCI Airports, passou a apresentar aos passageiros uma Amazônia através do olhar de quem é da região. A obra “Transamazônica-Manaus”, do artista manauara Turenko Beça, integra uma iniciativa da VINCI Airports para valorizar a produção artística local e incorporar a identidade amazônica à experiência de quem chega ou parte da cidade.
Com 3,38 metros de altura e 12,75 metros de comprimento, a pintura em técnica mista sobre tela foi produzida em Manaus em 2026 e, segundo o artista, é a maior que já realizou em seus 35 anos de carreira.
Ao inserir obras nos espaços de circulação dos passageiros, o projeto cria oportunidades de contato com a arte para pessoas que nem sempre frequentam museus e exposições. A proposta também reforça o papel do aeroporto como espaço de encontro entre a cidade, sua cultura e os viajantes.
A parceria entre a VINCI Airports e Turenko prevê ainda a instalação de outras duas obras no Aeroporto de Manaus, ampliando a presença da arte amazônica no terminal. Após a conclusão das instalações, um evento de lançamento apresentará o conjunto ao público.
O CEO da VINCI Airports para os Aeroportos da Amazônia, Kleyton Mendes, ressalta: “O aeroporto conecta Manaus a outros destinos e apresenta a cidade a quem chega. Valorizar a arte produzida aqui é uma forma de dar visibilidade aos nossos artistas e fazer com que a identidade amazônica esteja presente nessa experiência. Com esse projeto, queremos que o passageiro encontre no aeroporto referências que o aproximem da cultura local”.
Uma travessia pela Amazônia
A “Transamazônica-Manaus” dialoga com conceitos que Turenko Beça desenvolve atualmente em seu doutorado, entre eles Nachleben, Pathosformel, Inversão energética, Non Sequitur, anacronismo, Ucronia heterotópica e Construtivismo na América Latina, articulados a questões relacionadas à sobrevivência da forma, via Aby Warburg, Carlo Ginzburg e Didi Huberman, tudo atravessando as Amazônias e a cidade de Manaus.
A composição reúne referências indígenas, urbanas e elementos presentes no cotidiano de Turenko. Há uma figura indígena de pele azul, com um grande cocar. Ao redor aparecem máscaras, urnas funerárias e do cocar saem figuras humanas subindo aos céus. A obra traz, ainda, o muiraquitã, olhos de guaraná, peixes, sementes, animais e referências à cúpula do Teatro Amazonas. Uma nave cúpula do teatro levanta vôo; um alienígena recebe as pessoas, símbolos míticos envolvem o espectador.
O próprio título parte de uma provocação à ideia da Transamazônica como caminho de integração da região ao restante do país. Turenko propõe o percurso inverso, colocando a Amazônia como ponto de partida. Transamazônica: projeto para trazer o “desenvolvimento” na década de 1970. Integrar para não entregar, esse era o lema da época. A poética de Turenko parte do olhar do amazônida que é enraizado e impactado profundamente por todas as questões políticas, econômicas sociais e que inclusive se acostumou a viver sobre a espreita da cobiça internacional.
Segundo o artista sua busca envolve conceitos operatórios como o de colagem, montagem, fragmentação, acumulação de imagens, é uma estética do excesso e não de síntese. Turenko se relaciona com a Amazônia e investiga sua própria identidade como amazônida. Filho e neto de imigrantes, ele define seu olhar como o de um “caboclo outsider”: não pertence a um povo originário, mas também não é o olhar de um forasteiro. É a perspectiva de um amazônida profundamente ligado à cultura e às questões da região, mas com raízes de diferentes origens. Nesse contexto, as referências ancestrais, passadas, futuras e urbanas são a base do olhar do artista que percebe o mundo a partir da Amazônia.
amazonas Turenko Beça manaus manaus programação caravana da pesca amazonas aplicativo amazonas fumaça defesa civil alerta manaus defesa civil do amazonas manaus corrida amazonas shopping amazonas amazonas pizza disney dia das crianças manaus música manaus oportunidade ufam provas amazonas Kit Chef Kids manaus amazonas manaus festival pop pop audiobook manaus livro Clotilde amazonas manaus jambu não existe saudade em ingles show