Mãos da Terra: Instituto Amazônia Equatorial expande projeto de agricultura familiar para novos municípios do Amazonas



O Instituto Amazônia Equatorial, com o apoio da Secretaria de Estado de Produção Rural (SEPROR), dá início à segunda fase do projeto Mãos da Terra, iniciativa de capacitação técnica voltada ao fortalecimento da agricultura familiar na região metropolitana de Manaus. Depois de atender produtores rurais de Iranduba e Rio Preto da Eva no primeiro semestre de 2026, o programa amplia agora sua atuação para Manaus, Autazes, Careiro da Várzea, Itapiranga, Presidente Figueiredo, Manaquiri, Itacoatiara e Careiro Castanho, levando a mesma proposta de qualificação a novas comunidades.


A iniciativa segue contemplada pelos Termos de Fomento 001/2026, 002/2026, 003/2026, 004/2026, 007/2026, 008/2026 e 009/2026 SEPROR-AM, instrumento que formaliza parcerias entre o órgão estadual e organizações da sociedade civil para a execução de ações de interesse público e recíproco. As inscrições para esta nova fase do Mãos da Terra podem ser feitas pelo site do Instituto, www.amazoniaequatorial.org.br/inscricoes, até 30 de setembro.


O objetivo é reforçar a concepção do projeto, que é promover ações integradas de desenvolvimento sustentável, ampliar a autonomia dos agricultores e fortalecer sua segurança alimentar, gerando trabalho e renda para as famílias envolvidas.


Resultados da primeira fase impulsionam expansão do projeto para outros municípios


Segundo o presidente do Instituto Amazônia Equatorial, Hiperion Monteiro, os resultados obtidos em Iranduba e Rio Preto da Eva foram determinantes para a decisão de ampliar o Mãos da Terra. Produtores capacitados em práticas de manejo do solo, produção orgânica e comercialização já registram avanços na organização de suas atividades, o que reforçou a confiança da equipe na metodologia aplicada.


“A primeira fase nos mostrou que o projeto funciona quando chega até o produtor no seu próprio território, respeitando sua realidade e sua cultura de cultivo. A intenção é ver agricultores que começam a desenvolver uma consciência de organização na produção, associações que aprendem a se estruturar e famílias que enxergam novas possibilidades de renda. Essa perspectiva nos dá segurança para expandir o programa e levar essa oportunidade a mais municípios dentro dessa mesma finalidade”, afirma Monteiro.


O público-alvo da nova fase segue o mesmo perfil da primeira etapa: produtores rurais dedicados ao cultivo de mandioca, hortaliças, pecuária leiteira e fruticultura (como banana, cupuaçu e açaí), além de associações e cooperativas agrícolas em busca de estruturação organizacional e acesso a mercados, e mulheres e jovens rurais envolvidos em atividades produtivas, com foco em autonomia econômica e sucessão familiar.


Capacitação em diferentes níveis


O programa mantém sua estrutura em diferentes níveis de capacitação, adaptados às necessidades dos agricultores familiares de cada região atendida. A capacitação básica é voltada a quem tem pouca ou nenhuma formação técnica, com foco em boas práticas de cultivo, manejo do solo e produção orgânica. Já a capacitação avançada é direcionada a agricultores experientes e lideranças comunitárias, abordando gestão da propriedade rural, comercialização e tecnologias sociais aplicadas ao campo. Uma etapa específica também será dedicada à educação ambiental e à segurança alimentar, com ações voltadas a jovens e adultos das comunidades rurais.


“Manter essa estrutura em níveis foi um dos pontos que mais funcionaram na primeira fase, porque respeita o ritmo e a experiência de cada produtor. Agora, ao chegarmos a novos municípios, seguimos com essa mesma lógica no programa Mãos da Terra, mas já aperfeiçoada pelo aprendizado da etapa anterior”, destaca o presidente.


Como serão as ações


Assim como na primeira fase, o cronograma de ações prevê a realização de eventos presenciais nas comunidades rurais, com workshops e treinamentos práticos fora do ambiente formal de sala de aula, distribuição de material didático sobre manejo agroecológico, compostagem, consórcios produtivos e comercialização, e visitas técnicas às propriedades rurais, com orientação individualizada considerando as culturas específicas de cada produtor.


Campanhas de conscientização também serão realizadas nas novas comunidades, utilizando rádios comunitárias, redes sociais e material gráfico, reforçando temas como agricultura familiar, segurança alimentar e sustentabilidade.


Instituto Amazônia Equatorial


O Instituto Amazônia Equatorial (AME) é uma organização brasileira não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 2009, com a missão de promover o desenvolvimento sustentável e a conservação ambiental, melhorando a qualidade de vida das comunidades na Amazônia. Suas principais iniciativas são implementadas por meio de programas e soluções inovadoras, criando oportunidades para famílias de baixa renda na Região Norte do Brasil.

Fonte: com informação da assessoria de imprensa