O Teatro Amazonas, no Centro Histórico de Manaus, foi palco de uma viagem pela história de uma das bandas mais importantes do rock brasileiro. Durante o fim de semana, o espetáculo “Vital – O Musical dos Paralamas” emocionou o público amazonense ao apresentar, a história do grupo 'Os Paralamas do Sucesso', que completam 40 anos de carreira.
Ao longo da apresentação, sucessos como “Vital e Sua Moto”, “Alagados” e “Lanterna dos Afogados” fizeram o público cantar e ajudaram a conduzir a narrativa do musical, que tem a amizade e a música como elementos centrais da história do grupo.
Com direção artística de Pedro Brício, texto de Patrícia Andrade e direção musical de Daniel Rocha, a produção conta a trajetória de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone desde os primeiros passos da banda até momentos que marcaram definitivamente suas carreiras.
Entre as passagens relembradas no palco estão o convite de Lulu Santos para a primeira apresentação no Circo Voador, a participação na estreia do Rock in Rio, as primeiras experiências da banda nas rádios do Rio de Janeiro e o acidente sofrido por Herbert Vianna em 2001, episódio que mudou os rumos de sua vida e da própria banda.
História
A equipe do Porto de Lenha News acompanhou a apresentação em Manaus e conversou com os atores responsáveis por interpretar os integrantes dos Paralamas.
Para Rodrigo Silva, que interpreta Herbert Vianna, subir ao palco do Teatro Amazonas foi uma experiência marcada pela emoção e pela recepção do público.
“A gente acabou de sair daqui de uma sessão linda, majestosa, maravilhosa, onde a gente contou essa história tão linda de amizade, de amor, de 40 anos, de Paralamas”, disse o ator.
O ator também destacou a arquitetura do Teatro Amazonas e o carinho recebido durante a passagem do espetáculo pela capital amazonense.
“Eu estou extasiado com a beleza arquitetônica desse lugar, com um público caloroso que vocês daqui são. Eu tenho muito a agradecer ao público daqui e essa percepção calorosa”, afirmou.
Foto: Diego Oliveira/Porto de Lenha News
Já Arthur Berges, responsável por interpretar Bi Ribeiro, ressaltou o peso de representar uma banda que atravessa gerações.
Segundo o ator, a música dos Paralamas está presente na memória de diferentes públicos e períodos da história brasileira, o que aumenta a responsabilidade do elenco.
“Todos os lugares, todas as épocas, todas as gerações, em algum momento esbarraram no Paralamas. Então é uma responsabilidade muito grande", afirmou.
Para Arthur, estar no Teatro Amazonas também foi um momento especial.
“A hora que eu entrei aqui, eu fiquei emocionado. Você sente a história. Não é só pela beleza. Você vê que é um teatro de história, de cultura, que carrega um lugar muito importante no Brasil”, declarou.
Interpretando João Barone, o ator Franco Kuster destacou a importância dos Paralamas para a música brasileira e a conexão da banda com diferentes gerações.
“Os Paralamas fazem parte da história da música, da história do rock. O que eles construíram de música, de repertório, é muita história", disse Franco.
Franco afirmou ainda que a produção representa uma grande responsabilidade para o elenco, especialmente por contar uma trajetória que faz parte da memória afetiva de milhares de brasileiros.
“É uma alegria tremenda, é um prazer, é uma responsabilidade. A gente é muito feliz de fazer essa peça e ter o aval deles também, eles torcendo pela gente”, contou o ator.
Foto: Diego Oliveira/Porto de Lenha News
Amazônia
A passagem por Manaus também proporcionou ao elenco a oportunidade de conhecer um pouco da região. Franco Kuster chegou à capital amazonense cerca de uma semana antes dos demais colegas e aproveitou o período para visitar pontos turísticos do Amazonas.
O ator contou que esteve em Presidente Figueiredo, Novo Airão e também conheceu diferentes locais de Manaus.
“Eu estou completamente apaixonado. Minha primeira vez aqui. É muito rico, a natureza é muito poderosa. A gente tem um país que é muito abençoado", afirmou.
Entre o calor amazônico e a experiência de conhecer a região, Franco afirmou que a passagem pelo Amazonas foi marcante.
“Fiquei muito feliz de vir para cá, passar esse calorzinho aqui com vocês, mas valeu cada segundo”, disse.
Inclusão também faz parte da produção
Além da música e da trajetória dos integrantes dos Paralamas, o musical chama atenção pela proposta de inclusão na formação do elenco.
A seleção priorizou a autenticidade dos personagens e contou também com atores com deficiência. Entre eles está Hebert Vital, cuja história pessoal possui uma relação marcante com a temática abordada pela produção. O ator sofreu um acidente de moto e permaneceu em coma por 20 dias.
A presença de artistas com diferentes experiências reforça uma das propostas do espetáculo: apresentar não apenas uma história musical, mas também uma narrativa sobre amizade, superação, diversidade e os caminhos percorridos por quem vive da arte.
Espetáculo premiado
“Vital – O Musical dos Paralamas” já acumula reconhecimento no teatro brasileiro. A produção recebeu o Prêmio APTR de Melhor Produção em Teatro Musical e foi indicada em categorias como Cenografia, Figurino e Música.
O espetáculo também esteve entre os concorrentes ao Prêmio Shell, Prêmio Bibi Ferreira e Destaque Imprensa Digital.
A produção é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com apoio do Ministério da Cultura e da Caixa Vida e Previdência.
Fonte: escrito por Diego Oliveira da Redação do site Porto de Lenha News
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