Na última segunda-feira (10), a Escola Estadual Cid Cabral Da Silva
recebeu o lançamento do projeto Escolas do Futuro, que contou com a
apresentação do primeiro biodigestor instalado na rede pública de ensino,
tecnologia que utiliza resíduos orgânicos para geração de energia e
biofertilizantes. O evento marcou o início da iniciativa sustentável - liderada
pela Eneva em parceria com a Amazônia B e o Instituto Ecoleta. A estimativa é
que o biodigestor produza gás suficiente para suprir cerca de 70% do abastecimento
da escola.
A solução, que une inovação, bioeconomia e educação sustentável, será
adaptada à realidade das unidades de ensino participantes, transformando
resíduos orgânicos em energia e biofertilizante, ao mesmo tempo em que se
tornará uma ferramenta permanente de aprendizagem entre os estudantes. Mais
nove escolas da rede pública de ensino do Amazonas irão receber o equipamento,
que irá beneficiar cerca de 5 mil estudantes, promovendo o aprendizado na
prática de conceitos sobre economia circular, sustentabilidade e inovação.
“O projeto tem o papel de despertar os alunos para que eles ocupem
esse lugar de cidadão com o conhecimento sobre essa cultura sustentável. É
gerar um impacto positivo neles para que eles possam fazer escolhas melhores
não só enquanto cidadãos, mas também escolhas profissionais que possam fazer
diferença no futuro do nosso meio ambiente. O objetivo é de fato provocá-los
para essa consciência, aproveitando essa potência que é o ambiente
educacional”, afirmou Bellmond Viga, diretor da Amazônia B.
Também participaram do evento, o coordenador de Relações
Institucionais na Região Norte, Márcio Lira, os gerentes da planta do projeto
Azulão 950, Miguel Lobo e Thiago Cury, e Tarinara Pedrosa, supervisora de Meio
Ambiente regional da companhia. A secretária executiva adjunta da capital da
Secretaria de Educação do Estado do Amazonas, Edilene Pinheiro, representou as
autoridades estaduais.
“O que torna esse projeto tão especial é a capacidade de transformar
conceitos como economia circular, transição energética e mudanças climáticas em
experiências concretas para os estudantes. Ao ver resíduos orgânicos se
transformarem em energia renovável e biofertilizante, os alunos compreendem na
prática que os desafios ambientais podem ser enfrentados com inovação,
conhecimento e ação local. A Eneva tem o compromisso de apoiar iniciativas que
gerem valor duradouro para as comunidades e ampliem oportunidades para as novas
gerações. Esse projeto é um símbolo disso.", afirmou Márcio Lira,
coordenador de Relações Institucionais na região Norte da Eneva.
A secretária executiva adjunta da Secretaria de Educação do Estado,
Edilene Pinheiro, agradeceu a presença de todos os representantes, parabenizou
a equipe da escola Cid Cabral pela articulação e afirmou que recebe e apoia
iniciativas que promovem o conhecimento dos estudantes.
Ao todo, o projeto será implantado em dez escolas públicas: quatro em
Manaus, duas em Silves, duas em Itapiranga e duas em Rio Preto da Eva. Mais do
que instalar um equipamento, a iniciativa transforma a escola em um ambiente
onde tecnologia, inovação e sustentabilidade passam a fazer parte da rotina,
permitindo que os estudantes aprendam, na prática, conceitos como economia
circular, bioeconomia, inovação e sustentabilidade.
Durante o lançamento, os estudantes também participaram de uma Feira
de Sustentabilidade com oficinas, visitas guiadas ao biodigestor e atividades
sobre economia circular, compostagem, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
(ODS), aproveitamento dos alimentos, bioeconomia e o funcionamento da
tecnologia instalada. A proposta é envolver os alunos diretamente nas
experiências, conectando conhecimento e prática dentro da própria escola.
Quando a tecnologia também ensina
Os biodigestores HomeBiogas utilizam bactérias anaeróbias para
decompor resíduos orgânicos em um ambiente fechado. O metano gerado nesse
processo é capturado e transformado em biogás, utilizado no preparo das
refeições da escola. O material restante se transforma em biofertilizante,
empregado nas hortas e áreas verdes da unidade.
Com a implantação do projeto, mais de 20 toneladas de resíduos
orgânicos vão deixar de ser destinados aos aterros sanitários ao longo de um
ano. A iniciativa também poderá evitar a emissão de aproximadamente 8 toneladas
de CO₂ e até 300 quilos de metano por ano.
Cada equipamento processa até 10 quilos de resíduos orgânicos por dia.
Após a instalação, o biodigestor passa por um período de 25 a 30 dias para a
formação da microbiota responsável pela biodigestão. Somente após essa etapa o
sistema inicia a produção de biogás e biofertilizante.
Impacto para as escolas
Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU,
especialmente os ODS 4 (Educação de Qualidade), 7 (Energia Limpa e Acessível),
11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e
13 (Ação Climática), o Projeto Escolas do Futuro – Guardiões da Amazônia
demonstra como tecnologia, inovação e sustentabilidade podem transformar o
ambiente escolar e aproximar estudantes de soluções aplicadas aos desafios do
presente.
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