Toy Story 5 emociona ao unir nostalgia, tecnologia e uma nova geração de brinquedos


Trinta e um anos se passaram desde que Toy Story revolucionou o cinema de animação em 1995. Agora, em 2026, o Porto de Lenha News foi convidado para a cabine de imprensa de Toy Story 5, novo longa dirigido por Andrew Stanton, e a sensação após a sessão é clara: a franquia continua encontrando formas de se reinventar sem perder sua essência.


Se o primeiro filme impressionava por ser a primeira animação totalmente produzida em computação gráfica, Toy Story 5 mostra o quanto a tecnologia evoluiu ao longo dessas três décadas. O salto visual é gigantesco. A animação apresenta texturas extremamente detalhadas, iluminação sofisticada e até mesmo diferentes estilos visuais que misturam elementos tridimensionais com traços inspirados em animação 2D, ampliando as possibilidades narrativas e enriquecendo a experiência do espectador.


Mas a evolução não aconteceu apenas no aspecto técnico. A própria história dos brinquedos amadureceu junto com o público.


Diferente do que muitos poderiam esperar, o protagonismo desta vez não gira exclusivamente em torno de Woody e Buzz Lightyear. A grande estrela da narrativa é Jessie, que finalmente recebe o aprofundamento que os fãs aguardavam desde sua estreia em Toy Story 2. O filme revisita momentos importantes de sua trajetória, expande sua história e entrega algumas das cenas mais emocionantes da franquia.


Visualmente, é impossível não se impressionar com o cuidado da equipe de animação. Os brinquedos carregam marcas do tempo. O desgaste natural dos materiais aparece de forma sutil e realista: Woody exibe sinais visíveis de uso após décadas de aventuras, Buzz apresenta desbotamentos em sua pintura e Jessie possui pequenos fios soltos em seus cabelos de lã. São detalhes que ajudam a transmitir a passagem dos anos e reforçam o vínculo emocional que temos com esses personagens.


Além da nostalgia, Toy Story 5 traz uma discussão bastante atual: a relação das crianças com a tecnologia. O roteiro aborda o impacto das telas no cotidiano infantil e questiona até que ponto elas aproximam ou afastam as pessoas das experiências reais. Sem transformar a mensagem em uma lição de moral, o filme propõe reflexões importantes sobre o papel dos pais na mediação do uso da tecnologia e sobre como os recursos digitais devem servir para agregar valor à vida das pessoas, e não substituí-la.


O grande mérito do roteiro é conseguir equilibrar essa discussão contemporânea com a emoção que sempre definiu a franquia. O filme funciona para quem cresceu nos anos 1990, para quem conheceu os personagens nos anos 2000 e também para as crianças que estão chegando agora ao universo de Toy Story. É uma produção que abraça diferentes gerações sem deixar ninguém de fora.


Dublagem brasileira mantém a magia viva


Nossa cabine de imprensa assistiu ao longa na versão dublada, e a nostalgia bate forte ao ouvir novamente as vozes de Marco Ribeiro como Woody, Guilherme Briggs (que teve trabalho neste filme) como Buzz Lightyear e Mabel Cezar como Jessie, a protagonista da vez.


As novidades do elenco também funcionam muito bem. Rafael Infante estreia na franquia dando voz ao personagem Rolinho e entrega uma interpretação carismática e divertida. Já Maísa assume a voz de Lilypad, a principal antagonista da trama, trazendo personalidade e presença para a personagem. Ambos demonstram conforto nos papéis e contribuem para a renovação do universo da série.


Veredito


Toy Story 5 consegue aquilo que parecia impossível: justificar sua existência após um encerramento que muitos consideravam definitivo. Andrew Stanton entrega uma aventura emocionante, tecnicamente impressionante e relevante para os dias atuais.


Com uma história bem construída, personagens carismáticos, uma bela homenagem ao passado e reflexões pertinentes sobre o futuro, o filme prova que ainda há muito o que contar sobre esses brinquedos que marcaram gerações.

Confira o trailer do filme



Fonte: escrito por Diego Oliveira da Redação do site Porto de Lenha News