A Runway nunca saiu de moda: O Diabo Veste Prada 2 é a sequência que os fãs esperavam

Vinte anos. Você se lembra de como era o universo pop há duas décadas? Foi uma época marcada pelo lançamento do Nintendo Wii, quando revistas e jornais impressos ainda viviam o auge de sua influência e o público juvenil mergulhava nas páginas de Harry Potter e o Enigma do Príncipe. E, claro, foi também quando conhecemos a inocente Andy Sachs, tentando encontrar seu lugar nos corredores da Runway e compreender a mente, e os métodos, de sua temida chefe, Miranda Priestly. Bons tempos.

Na tarde desta quinta-feira (28), este jornalista que vos escreve acompanhou a cabine de imprensa de O Diabo Veste Prada 2, sequência direta do longa lançado em 2006, e teve a oportunidade de revisitar esse universo que combina nostalgia, moda e atuações memoráveis.

Dirigido por David Frankel, que retorna ao comando após assinar o longa original, o filme acompanha Miranda Priestly (Meryl Streep) enfrentando o declínio da revista Runway em meio à crise da mídia impressa. Agora, ela precisa lidar com Emily Charlton (Emily Blunt), sua ex-assistente, que se tornou uma poderosa executiva de publicidade, enquanto revisita sua complexa relação com Andy Sachs (Anne Hathaway).

Se no primeiro filme o foco estava na ascensão de Andy dentro de um mundo até então desconhecido, aqui a narrativa ganha contornos mais maduros e atuais. O Diabo Veste Prada 2 fala, sobretudo, sobre a decadência das publicações impressas e a necessidade urgente de reinvenção dos profissionais da comunicação. O longa também toca em um ponto sensível: a marginalização da profissão de jornalista, mostrando personagens que precisam se desdobrar para sobreviver em um mercado cada vez mais instável.

Mas o grande trunfo do filme está, sem dúvida, em suas atuações.

É fascinante reencontrar esses personagens duas décadas depois. Andy está mais segura de si, mais madura, mas mantém intacto aquele otimismo e certa ingenuidade que sempre fizeram parte de sua essência. Já Miranda surge em um embate constante com um mundo que mudou rápido demais para seus padrões: agora, cada palavra, cada gesto e cada decisão precisam ser calculados, porque, na era das redes sociais, ninguém quer ser o vilão da vez.

Anne Hathaway e Meryl Streep continuam com uma química invejável em cena. E isso é visível em cada encontro entre Andy e Miranda. Há algo quase mágico na forma como as personagens se complementam: uma representa a mudança; a outra, a resistência. E toda vez que dividem a tela, o filme ganha força.

Emily Blunt e Stanley Tucci também brilham como Emily Charlton e Nigel. Seus personagens carregam questões mal resolvidas do primeiro filme, e isso adiciona novas camadas emocionais à trama. Mais do que simples coadjuvantes, eles se tornam peças fundamentais na resolução da história.

E, claro, precisamos falar de moda. Que espetáculo.

Se no primeiro filme a moda funcionava como pano de fundo para o crescimento de Andy, aqui ela é elevada a outro patamar. A sequência expande seu universo com locações luxuosas, incluindo uma passagem por Milão, onde o glamour atinge níveis absurdos. Há, inclusive, uma releitura da icônica cena do desfile ao som de Vogue, de Madonna.

Se antes aquele momento simbolizava a transformação de Andy dentro daquele universo, agora ele serve para cravar algo ainda maior: ela pertence àquele mundo mais do que jamais imaginou.

E o figurino? Impecável. Tudo aqui parece maior, mais sofisticado e mais bonito.

O filme também se diverte com participações especiais, especialmente durante os grandes eventos e desfiles. E, em Milão, há uma aparição em especial que certamente vai arrancar do público aquele clássico: “Não acredito que fizeram isso”.

No fim das contas, O Diabo Veste Prada 2 consegue aquilo que poucas continuações alcançam: justificar sua existência sem apagar o brilho do original. Ao contrário, expande seu universo, amadurece seus personagens e atualiza seu discurso para um mundo completamente diferente daquele de 2006.

E o melhor: escapa da maldição das sequências ruins.

Graças aos céus.

Quem amou o primeiro filme certamente vai sair do cinema com um sorriso no rosto, e talvez com vontade de revisitar a Runway mais uma vez.

"O Diabo Veste Prada 2" estreia oficialmente nos cinemas brasileiros em 30 de abril de 2026. Sessões de pré-estreia pagas começam em 29 de abril de 2026, com a venda antecipada de ingressos disponível no cinema mais perto de você.


Confira o trailer do filme:


Fonte: escrito por Diego Oliveira da Redação do site Porto de Lenha News