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O curta-metragem "Símbolos de Resistência da Baixa da Xanda" será lançado nesta terça-feira (24), às 19h, no Curral Tradicional da Baixa do São José. O produto audiovisual foi fomentado pela Lei de Incentivo à Cultura Aldir Blanc e é uma produção de Cleumara Monteverde, neta de Lindolfo Monteverde, fundador do Boi Garantido.
O evento faz parte da programação que antecede a saída do Boi Garantido pelas ruas da cidade, em homenagem a São João Batista — a quem Lindolfo Monteverde fez a promessa, quando esteve gravemente doente, de que se fosse curado rezaria ao santo e levaria o boi pelas ruas da cidade para alegrar as pessoas no dia 24 de junho de todos os anos. Uma promessa que se concretizou e é mantida pela família até os dias de hoje.
O curta-metragem foi produzido para contar a história da Baixa da Xanda, comunidade reconhecida como quilombo pela Fundação Cultural Palmares, por meio da Portaria FCP nº 128, de 30 de maio de 2025. A obra traz entrevistas de pessoas que vivenciaram o período inicial da vinda dos ancestrais da família Monteverde para um dos lugares mais tradicionais de Parintins.
A Baixa da Xanda é uma comunidade formada por pescadores pretos, ribeirinhos e indígenas, fundada pela família Monteverde — descendentes de retirantes negros vindos da África.
O reconhecimento da comunidade como quilombo veio após anos de luta da família Monteverde e da Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantido. O curta-metragem visa fortalecer essa luta de resistência, evidenciando o papel da família Monteverde na preservação das heranças culturais de seus ancestrais, como as rezas, ladainhas e a tradicional matança do Boi Garantido. “Convido a todos a prestigiar a amostra do curta-metragem do Quilombo da Baixa da Xanda, que é um importante símbolo de resistência cultural e histórica das comunidades afro-indígenas da região”, convida Cleumara Monteverde.
A produção também será disponibilizada para as escolas e instituições do município, além de publicada no YouTube.
Aquilombamento da Baixa da Xanda
O processo de aquilombamento da comunidade teve início com Dona Germana (avó de Lindolfo), mas foi com Dona Alexandrina — mulher negra, parteira, benzedeira e mãe de Lindolfo Monteverde — que, nos anos seguintes à Abolição, a comunidade se consolidou como quilombo. Ela foi a líder da comunidade na antiga zona rural de Parintins, que mais tarde se tornou reduto do Boi Garantido, sendo palco das primeiras brincadeiras do bumbá no terreiro afro-indígena.
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